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Ruínas do Castelo de Soure

As origens do castelo se Soure estão envolvidas por diversas incertezas, que permitem supor a existência de uma fortificação romana ou de uma construção defensiva executada pelos árabes, mas o mais concreto indício data de 1111, quando o Conde D. Henrique, atribuiu foral a Soure.

Soure foi entregue pela mãe de D. Afonso Henriques, D. Teresa, aos Templários, doação que mais tarde, em 1129, é confirmada por D. Afonso. Com a extinção da Ordem do Templo, o castelo passou para a posse da Ordem de Cristo, que o manteve até ao fim do século XIX.

Tratando-se de um castelo do tipo alcáçova, terá sido utilizado mais como residência do que para fins militares, pertenceu ao poeta Santiago Presado, que por volta de 1940, o colocou à disposição da Câmara Municipal, e chegou a estar à venda em hasta pública. Está classificado como Monumento Nacional.

Primitivamente este castelo contava com quatro torres, uma das quais, foi dinamitada em 1880, por ordem camarária, por ameaçar ruína, hoje apenas uma está completa. Tem um tipo de construção rude, como se tivesse sido edificado à pressa, recorrendo a todo o tipo de matérias disponíveis.

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